Educação - Regras

 

EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO

 

 

CONCEITO

 Podemos dizer que a educação para o trânsito é o desenvolvimento das faculdades intelectuais, morais e físicas do homem, formando a inteligência e o espírito do ser humano para viver, conviver e se relacionar no trânsito.

A IMPORTÂNCIA

  Quando da elaboração da Constituição Federal de 1988 (arts. 6º e 23, XII), os legisladores já demonstravam a preocupação e a importância da educação para o trânsito dentro do contexto social, dando atribuições à União, Estados, Municípios e o Distrito Federal, assim como, o CTB dedica um capítulo ao tema (capítulo VI, arts. 74 a 79), dando essa atribuição prioritária a todos os órgãos componentes do Sistema Nacional de Trânsito, fato esse ratificado no artigo 5º.

  O CTB ainda no seu artigo 320, determina que a receita arrecadada com a cobrança de multas de trânsito deverá ser aplicada, além de outras coisas, na educação para o trânsito.

  Mais do que nunca, a escola deve participar ativamente da educação para o trânsito, pois as crianças de hoje serão os jovens e homens do futuro, serão eles os usuários e mantenedores do trânsito, capazes de transformarem essa realidade. Essa educação para o trânsito, além de ensinar regras, técnicas, métodos de prevenções de acidentes, deve ter a preocupação em tornar as pessoas cidadãs, pois vivemos em sociedade, e essa preocupação deve ser a curto, médio e longo prazo, porque a complexidade dos fatores que geram esses problemas não admitem uma só linha de pensamento e trabalho.

  Como disse o educador Paulo Freire "A educação não é a solução, mas não há solução sem a educação", a educação não é para acabar com as comodidades oferecidas pelos veículos e sim para adequar o uso dessas "facilidades" de forma racional e conscientizada pela sua importância na nossa vida atual, de que sua convivência com os veículos será de forma organizada e saudável, pois ele foi criado para servir ao homem e não para destruí-lo.

 A educação para o trânsito é um dos mais importantes espaços do saneamento viário e visa instruir a população quanto:

  • À técnica da circulação viária;
  • Aos riscos do trânsito;
  • As causas e consequências dos acidentes;
  • Correção de atitudes frente ao tráfego, seja o indivíduo pedestre ou condutor;
  • A conscientização para a prevenção de acidentes;
  • Conhecimento das leis de trânsito;
  • O usuário do trânsito como cidadão;
  • Estimular a pesquisa sobre segurança e educação para o trânsito.

  

A EDUCAÇÃO NO CONTEXTO TRÂNSITO

                    Em várias partes do mundo o trinômio educação, engenharia de tráfego e policiamento, já comprovaram através de estatísticas que, quando trabalhados em harmonia, conjunto e equilíbrio, é possível solucionar, diminuir e até acabar com problemas ligados ao trânsito. Dizemos que esse trinômio está composto de: Esforço Legal (legislação, justiça e policiamento), engenharia de tráfego e educação, mas já se começa a incluir o meio ambiente, formando então um quadrinômio.

 

Educação tripe do trânsito

Esforço Legal:

  • Legislação;
  • Justiça;
  • Policiamento.

                  

  Ao observarmos o desenho acima, notamos pela interligação dos órgãos, que nenhum deles sozinho irá solucionar algum tipo de problema, pois são interdependentes no seu objetivo, que é o usuário do trânsito. Não adianta intensificar o policiamento em um local em que o problema seja de engenharia e, os condutores, não tenham conhecimento de como se comportarem nessa situação, com certeza, o resultado não será satisfatório.

  No tocante a educação para o trânsito, um dos maiores problemas ainda enfrentados é a falta de capacitação técnica dos educadores na área e trânsito, inclusive dos professores do nível básico, além da não padronização dos processos e normas educacionais.

 Ainda dentro desse trinômio, podemos analisar a imprudência por parte dos condutores, que terá como consequências a sensação de onipotência e impunidade, trazendo reflexos no comportamento e maneira inadequada ao dirigir veículos. Outro fator, seria a concessão da CNH, que de uma forma geral, não é feita com rigor (dentro de seus requisitos) e após sua concessão não há acompanhamento e reciclagem desses condutores, acarretando em pessoas que possuem a CNH mas não conhecem as regras de trânsito, consequentemente, desrespeitarão essas regras e os direitos das outras pessoas. Em face à transformação dinâmica do trânsito, os condutores deveriam, periodicamente, quando da renovação da CNH, serem submetidos a novos exames (sinalização, direção defensiva, regras de circulação, deveres e proibições) e serem avaliados.

A partir do que foi até aqui analisado, encontramos outro aspecto importante, que é a falta de punição e a conseqüente não aplicação da lei, o que vem acarretando a cada dia, na transformação na cultura e forma de pensar dos condutores como: "tudo é feito para prejudicar ou arrecadar dinheiro com as multas". Além das punições decorrentes dos crimes de trânsito serem ainda muito tímidas em relação ao volume em que elas acontecem. Essa ausência de punições compatíveis com a falta cometida, a cada dia se incorpora na cultura dos condutores, como a sensação de impunidade, levando-os a desrespeitar as leis, levando a mudança de comportamento e atitudes dos usuários, das pessoas ligadas ao trânsito (policiais, instrutores, engenheiros, administradores) e dos órgãos de trânsito, que às vezes passam a pensar em soluções com base nesses costumes e não com base na lei com pensamentos do tipo "não adianta fiscalizar porque ninguém cumpre mesmo".

 

ANÁLISE DOS CONDUTORES E PEDESTRES

    Antes de analisarmos os condutores e pedestres, vamos lembrar que eles são primeiramente, cidadãos. E o que ocorre com o cidadão? Como ele se comporta no trânsito? Ele conhece e obedece as leis de trânsito? Acha que existem privilégios no trânsito? Para quem? São perguntas que todos nós deveríamos fazer à nossa consciência.

  O PERFIL DOS CONDUTORES

  É muito importante uma análise sobre o perfil dos condutores, pois isso poderá definir o seu comportamento ou a mudança desse comportamento no trânsito e suas oscilações perante algumas situações enfrentadas no trânsito, além de ajudar no serviço de Policiamento e fiscalização de trânsito realizado pelo Policiais e agentes, pois, a partir desse conhecimento, todos terão condições de melhor agir, frente às diversas situações que irá encontrar durante o serviço ou no relacionamento com os condutores de veículos. Resumidamente, podemos listar:

  • O caráter
  • A cultura
  • A educação
  • O conhecimento das leis de trânsito
  • O respeito às leis de trânsito

  a) O CARÁTER

  Podemos dizer que é o conjunto de traços particulares de uma pessoa, são as qualidades inerentes a essa pessoa como a honradez, honestidade, dignidade, integridade, entre outras, que podem ser expressas de várias formas, boas ou não. Portanto, mais do que nunca o cidadão ou usuário do trânsito deve manter a serenidade, equidade em suas ações (mesmo quando tiver de aplicar uma penalidade a um condutor no caso dos agentes), pois sabe que cada pessoa possui seus traços particulares e vão agir e se comportar de formas diferentes em cada situação ou até com o próprio agente, não sendo motivo para que as nossas ações sejam de represália ou de caráter vingativo.

 b) A CULTURA

  A civilização, o progresso e a vida do homem em sociedade formaram, ao longo do tempo, comportamentos intrínsecos a essa civilização. Comportamentos e conhecimentos que vão sendo passados ao longo das gerações, formando a cultura desse grupo em sociedade, ficando o tempo encarregado em transforma-las. A cultura existe e se expressa de várias formas, seja musical, tradições, folclores, etc. Esses comportamentos e conhecimentos vão sendo transmitidos da forma mais solidificadora e perigosa que existe: direto no inconsciente. Nossa cultura, como indivíduo, é formada sem percebermos, nos pequenos gestos, nos exemplos que entram no inconsciente sem nos darmos conta, no dia-a-dia de nossas vidas. A cultura do trânsito não foge a essa regra, foi formada ao longo do tempo dessa forma, verdade que de forma errônea, mas ela já esta presente nas pessoas (seja condutor ou não), contudo, temos ainda tempo e condições de transforma-la, se desde já tomarmos consciência que podemos mudar essa situação, pois nossa cultura do trânsito é relativamente nova, e ainda há tempo de ser trabalhada para melhor.

c) A EDUCAÇÃO

 Como já vimos, a educação é um importante instrumento formador do perfil do condutor e pedestre, seja intelectual, moral e físico. Se as pessoas, principalmente as crianças e jovens, recebessem informações, conhecimentos, e orientações ligadas à sua formação pessoal e, ao mesmo tempo, recebessem os conhecimentos de trânsito, suas atitudes seriam bem diferentes às atuais ao conduzirem veículos e ao serem pedestres, fazendo com que a pessoa fosse, antes da mais nada, um cidadão.

 d) O CONHECIMENTO DAS LEIS DE TRÂNSITO

 Uma das causas mais comuns quando do cometimento de infrações de trânsito, deve-se ao fato dos condutores desconhecerem as leis de trânsito como um todo. seu conhecimento normalmente resume-se às situações rotineiras e usuais ou aquelas veiculadas nos meios de comunicação ou por ouvir dizer. Para a lei, se uma pessoa possui a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), significa dizer que ela esta habilitada a conduzir veículos (dentro de sua categoria) e que conhece toda a legislação atinente a ele condutor. Como já foi discutido, a falta de rigor na concessão da CNH, faz com que pessoas não preparadas para conduzir veículos, tenham permissão para dirigir, e isso, nunca será justificativa para que um condutor cometa uma infração de trânsito alegando que a desconhece. Pior acontece com o pedestre, pois diferente do condutor, ele não tem, em nenhum momento da sua vida, a necessidade em obter algum conhecimento sobre trânsito, pois, regra geral, essa necessidade surge quando dos exames para obtenção da CNH. Um condutor e pedestre que conhece as normas gerais de circulação e conduta, sinalização, e, principalmente, os deveres e proibições, será um usuário que terá uma postura mais correta e mais segura de se comportar no trânsito. É necessário incutir nas pessoas, que o conhecimento das leis de trânsito não é somente necessário para os que se interessarem em dirigir veículos (normalmente quando chega a época de "tirar" a CNH), é e será sempre necessário para todos.

 e) RESPEITO AS LEIS DE TRÂNSITO

 Uma importante observação a ser feita, é a diferença entre condutores e pedestres conhecerem as leis de trânsito e não respeita-las. Não basta apenas conhecer as leis de trânsito, é preciso que as pessoas tomem consciência da necessidade em respeitá-las, pois senão, de nada adiantará conhecer as regras, se elas não são seguidas. É a partir desse ponto, que a educação para o trânsito (principalmente nas escolas) deve entrar em cena, instruindo o usuário (condutor, passageiro e pedestre) sobre o que é necessário ele saber, ao tempo em que cria mecanismos, para que esse usuário tenha consciência da importância em se conhecer as leis de trânsito e, sobretudo, passe a respeitá-las.

 

 AS PERSONALIDADES DOS CONDUTORES E PEDESTRES

 Cada pessoa possui a sua maneira de agir, sentir, reagir e de se comportar nas diferentes situações que lhe acontece. A personalidade podemos dizer, é o caráter essencial e exclusivo de uma pessoa, sendo necessário sabermos que, principalmente no trânsito, os usuários podem apresentar diferentes formas de comportamento, para uma mesma situação, devendo então estar preparados para lidar com essas situações.

 a) A AGRESSIVIDADE NO TRÂNSITO

 Nos dias atuais, a agressividade das pessoas, expressada das mais diferentes formas, esta cada vez mais presente no relacionamento das pessoas e percebemos isso, nos noticiários (escritos e falados) que, apenas informam a nossa realidade. As causas são inúmeras e maiores são as consequências, e é no trânsito que essa agressividade é liberada pelas pessoas, seja na forma de dirigir o veículo, de se comportar no trânsito, nos acidentes, nas brigas e até na ocorrência de homicídios.

 b) MUDANÇAS DE COMPORTAMENTOS NO TRÂNSITO

 O trânsito funciona, muitas vezes, como descarrego das frustrações, angustias, raivas dos seus usuários, como também, é nele que essas pessoas dirigem veículos como se estivessem dentro de um carro de Fórmula 1, e "realizam" outros tipos de sonhos. Nas ruas existem todos os tipos de pessoa, as desligadas, as tímidas, as agressivas, temperamentais, as medrosas, as que passam por problemas particulares, as que estão tomando drogas medicamentosas ou não, etc., são pessoas que ao assumirem a direção de um veículo ou passam a andar pelas ruas, por algum fator, mudam seu comportamento, agindo de maneira diferente. Se, por exemplo, um condutor que normalmente é calmo e obedece as leis de trânsito, determinado dia está atrasado para uma importante reunião de negócios, com certeza a sua forma de se comportar na direção do veículo não será a normal, ele pode agir agressivamente, invadindo sinal, com excesso de velocidade, pondo em risco a vida de outras pessoas, entre outras coisas. O usuário do trânsito e você agora, sabedor da existência desses tipos de condutores (e pedestres também), não deve assimilar essas atitudes tempestuosas, pois senão, a tendência é incorporar essa agressividade e descarrega-la nos outros usuários, não sendo a maneira correta de agir, devemos agir sempre com a razão e serenamente, evitando atritos ou alimentando esse sentimento nessas pessoas.

 c) AS FOBIAS NO TRÂNSITO

 Algumas pessoas por algum motivo, que normalmente a psicologia explica, possuem medo de alguma coisa, de ficar no escuro, velocidade, trauma de algum acidente, atravessar uma rua, dirigir a noite, etc., e para essas pessoas, o trânsito oferece algumas situações onde essas fobias são afloradas, fazendo com que venham a mudar a forma de conduta e, também, de comportamento dessas pessoas no trânsito, como por exemplo, quando se deparam com um túnel ou uma ponte estreita e alta.

  d) O EGOÍSMO

 O mundo moderno, a cada dia, vem fortalecendo uma sociedade egoísta, que aos poucos, vem fazendo com que o homem tenha apenas amor a si próprio, esquecendo que suas ações egoístas, um dia podem voltar-se contra ele. No trânsito, percebemos bem essa postura egoísta dos condutores e pedestres, onde cada um só pensa em si mesmo, seja para estacionar o veículo em uma vaga ou em um lugar proibido, prejudicando o tráfego de veículos e pedestres, causando engarrafamentos nas portas das escolas, estacionando em fila dupla, achando sempre que não teve culpa pois "foi só por um minutinho". Esse tipo de comportamento, faz apenas com que a circulação de veículos e pedestres seja de forma desordenada, onde cada um pensa que os seus atos estão corretos e que os seus direitos lhe asseguram que possa fazer aquilo que quiser, pois o interesse primeiro, será sempre o dela, perdendo assim os valores e o respeito pelos direitos das outras pessoas.

 e) O CARÁTER

 Como vimos, o caráter vai influenciar na formação da personalidade dos condutores e pedestres.

 

 O CONFLITO ENTRE PEDESTRES E CONDUTORES

 Em algumas situações flagramos os condutores disputando espaço com os pedestres ou os pedestres disputando espaço com os veículos. Nessas situações e em outras mais, o que esta acontecendo é o conflito entre condutores e pedestres, o que há na verdade, em ambos os casos, é a falta de respeito mútuo levados pela falta de conhecimento sobre quem e em que momento tem a preferência, conhecimento dos deveres e proibições, o não tratamento do pedestre como infrator de trânsito, falta de segurança para os pedestres, desrespeito as leis de trânsito, falta de uma postura mais decidida do papel da escola na preparação do pedestre e em geral a falta de educação para o trânsito. Logicamente, tudo isso (ou a falta disso), faz com que esse conflito venha se agravando a cada dia, gerando e formando uma cultura totalmente distorcida e destrutiva, trazendo consequências maléficas para o próprio homem.

 

RELACIONAMENTO COM OS USUÁRIOS

Durante qualquer tipo de deslocamento, seja a pé, conduzindo veículo ou sendo transportado em um, mantemos sempre uma relação com os demais usuários, seja ela direta ou indireta.

 Devemos agir com inteligência, educação e dentro da lei, permitira passagem de pedestre sempre que possível e não cause alguma situação de perigo, dar passagem aos veículos em situações mais difíceis e não deixar que uma reação mais forte de um condutor leve-o a se comportar de maneira grosseira ou leva-lo a cometer infrações de trânsito, nesse momento é fundamental utilizarmos os conhecimentos adquiridos em direção defensiva. Basicamente são dois grupos de usuários que encontramos no trânsito: os emocionalmente equilibrados e os emocionalmente desequilibrados.

  1) EMOCIONALMENTE EQUILIBRADOS

  Quando as pessoas estão no seu perfeito equilíbrio emocional, torna-se mais fácil a aceitação e assimilação de informações, assim como a comunicação com outras pessoas. Vamos analisar rapidamente algumas dessas situações:

 a) LEGALMENTE CORRETOS

 É a melhor de todas as situações, onde o usuário se comporta de maneira calma e não comete infrações, estando sujeito a permitir ultrapassagens e passagens de pedestres, agindo com cortesia e educação

 b) CONSCIENTE DE INFRAÇÃO COMETIDA

 Diferente da situação anterior, existe o cometimento de infração por parte do condutor e ele tem consciência dessa infração. O importante nesse caso é percebermos se o condutor sabe da existência da infração que ele comete, muitas vezes uma solicitação para que corrija a situação é suficiente, como exemplo solicitando que ele desobstrua a entrada da garagem.

 c) INCONSCIENTE DA INFRAÇÃO COMETIDA

 A situação em relação a anterior muda, pois agora o condutor não tem consciência de que cometeu infração de trânsito. Ao percebermos esse tipo de situação devemos agir com cautela e procurar mostrar-lhe que aquela atitude atrapalha ou torna o transito inseguro sem que isso cause situação de desconforto ou pareça que esteja procurando deixar-lo melindrado ou constrangido e daí a situação venha a fugir do normal.

 d) FALTA DE ATENÇÃO

 A desatenção dos usuários (condutores, passageiros e pedestres) pode ter várias causas: problemas particulares, problemas físicos ou de saúde, timidez, etc., ao perceber que um usuário não esta atento ao trânsito, principalmente quando for o condutor, procure alerta-lo com um toque breve de buzina ou através de gestos quando for pedestre. Caso identifique que o motivo da desatenção é, por exemplo, consequência da ingestão de bebida alcoólica, utilize os meios possíveis para alertar os agentes fiscalizadores (agentes de trânsito ou policiais) sobre a situação.

 e) IDOSOS

 Psicologicamente, a situação torna-se delicada quando se trata de idosos em qualquer uma das situações acima descritas, logicamente, mais do que nunca, devemos lembrar que são pessoas que possuem limitações físicas e que não compreendem totalmente a velocidade do mundo moderno, portanto, devemos ter sempre paciência e respeito a essas pessoas, seja no trato, na orientação de como se comportar no trânsito, etc.

  

2) EMOCIONALMENTE DESEQUILIBRADOS

 Quando as pessoas perdem o seu equilíbrio emocional, tendem a fazer coisas que normalmente não fariam, muitas vezes perdendo a razão. Pela sua complexidade e deficiências, o trânsito favorece, e muito, para que as pessoas extravasem suas emoções das mais diferentes formas, ocorrendo às vezes na presença de policiais ou agentes e até com eles. Isso acontecendo, não deve o usuário agravar a situação, manter a calma é importante nesses momentos, pois caso contrário, agirá de forma desequilibrada perdendo a razão, e não resolverá a situação, pelo contrário, só irá agravá-la ainda mais, devendo caso seja possível acalmar essas pessoas, procurando identificar a causa do desequilíbrio para poder então agir da melhor forma.

  a) CONDUTORES ESTRESSADOS

  Uma pessoa estressada, já esta emocionalmente desequilibrada, e várias são as causas que levam uma pessoa a ficar estressadas e várias podem ser as reações dessa pessoa. Consciente ou inconsciente de seu estado emocional, devemos sempre agir de forma educada e não "entrando na onda" dessas pessoas. 

  b) CONDUTORES EMBRIAGADOS OU DROGADOS

 O comportamento desses condutores pode ser dos mais variados, podem estar calmos ou até ao estado incontrolável de agitação, devemos saber que além do estado emocional desequilibrado, o condutor não tem consciência dos seus atos, partindo disso, não devemos aliemntar muito a conversa e nem agir com violência, sadismo ou sarcasmo, cabendo às autoridades de policiamento e fiscalização de trânsito aplicar os procedimentos que o caso requer, ou seja, de acordo com as infrações penais e de trânsito.

c) IDOSOS

 Talvez, a situação mais delicada que podemos encontrar no relacionamento com usuários, é a de um idoso emocionalmente desequilibrado. Ele pode estar incluído em qualquer um dos casos vistos até aqui, mas será diferente, porque a idade avançada influencia muito.

 A experiência adquirida ao longo da vida ou o simples fato de ser bem mais velho que o outro condutor, faz com o idoso ache que tenha razão no seu pensamento ou argumentos ou que pelo menos deva ser aceito em razão da sua idade. É uma situação delicada, pois pode chamar a atenção dos transeuntes de forma negativa para você condutor, mesmo tenha a razão no conflito.

  

AS FORMAS DE EDUCAR PARA O TRÂNSITO

  Diversas podem ser as formas de educar para o trânsito, a principal é aquela que deve ser desenvolvida dentro da escola, no dia-a-dia, abrangendo todas as faixas etárias, prosseguindo até as universidades. Sendo a base para a formação do homem.

As outras formas são:

 1) CAMPANHAS EDUCATIVAS

 Realizada pelos órgãos envolvidos com o trânsito, tendo como objetivo educar as pessoas para o trânsito ou conscientizar para uma situação em particular, podendo abranger todas as faixas etárias, em ocasiões de eventos e festas populares. O grande problema é que essas campanhas são feitas sempre em épocas de eventos ou festas, passando às pessoas que, nos outros dias é permitido o abuso. Não há uma campanha forte durante todo o ano, que procure atingir realmente as pessoas, transformando-se em fatos isolados ou como se fosse um favor de algum órgão, empresa ou pessoas.

 2) PALESTRAS

  Realizadas com o objetivo de mostrar aos usuários, técnicas, métodos, formas de se comportar, conhecimentos necessários que poderão ser usados no trânsito, causas e consequências dos acidentes. Normalmente nas palestras, não se avalia o grau de assimilação dos participantes, não podendo ser avaliado a sua eficácia, pois, presume-se que, para uma palestra, o interesse em assisti-la, deve partir das pessoas e não ser algo obrigado em participar.

 3) CURSOS, SEMINÁRIOS E CONCURSOS

 A forma mais eficiente de educar para o trânsito, pois existe a programação curricular, podendo ser avaliado no final, pode ter uma carga horária mais extensa, pode-se transmitir conhecimentos, técnicas, métodos, práticas, tudo de forma mais incisiva. Para uma pessoa renovar a CNH, deveria ser obrigada a participar de uma prova, com programação completa sobre trânsito (regulamentado pelo CONTRAN), devendo ser avaliada ao final, com índice de, no mínimo, 70% de acertos.

 Para estimular a pesquisa e o estudo na área de trânsito, os concursos poderiam ser realizados nas escolas, com diferentes temas de interesse nacional, regional ou local, podendo enfocar problemas específicos por que passam as pessoas de determinado local ou serem abordados temas técnicos que sejam de interesse geral, para com isso buscar novas idéias, valores, soluções ou caminhos que permitam a resolução dos problemas relativos ao nosso trânsito.

  A pesquisa e produção de conhecimento dentro das Universidades, poderiam ser mais estimuladas para o assunto trânsito nos diversos cursos, fora os que normalmente lidam com o assunto: engenharia e arquitetura.

 4) MEIOS DE COMUNICAÇÃO

 Nunca se deve desprezar a força dos meios de comunicação para a educação de trânsito, seria uma forma de, todos os dias, alguma mensagem ser passada aos usuários, ocorrendo assim uma disseminação entre as pessoas sobre os problemas, causas e soluções para o trânsito. Um outro fator importante é o uso da imprensa para difundir alguma informação, seja ele de proibição, restrição ou dever, pois, assim sendo, o trabalho dos órgãos de policiamento, fiscalização e operação de trânsito seria facilitado, visto que o público atingido pela imprensa (meios de comunicação em geral) é indiscutivelmente superior.

 5) ATRAVÉS DO POLICIAMENTO, FISCALIZAÇÃO E OPERAÇÃO DE TRÂNSITO

 Uma forma diferente e que surge efeito, é a educação para o trânsito feito pelo PM, PRF ou agente de trânsito no posto de serviço, pois é ele que esta ali todo dia, e sabe o que acontece naquele local, os erros mais comuns cometidos pelos condutores, etc. A sua atuação no policiamento e fiscalização (autuações e notificações) aliada as orientações dadas aos condutores e pedestres no próprio local é de suma importância para uma conscientização dessas pessoas. Um PM que esteja escalado próximo a uma escola, sabe quais são os horários mais críticos, podendo preparar o terreno para esse horário, como, por exemplo, não permitindo o estacionamento em locais que, mesmo não proibido, venha a causar problemas ao tráfego, ao tempo que orienta aos pais como e onde eles devem estacionar seus veículos, outra situação, é mostrar às crianças, como elas devem atravessar a rua com ou sem semáforo, etc. Nesses casos, a educação será restrita a um grupo de usuários e a um local, mas, com certeza, o trabalho do agente de trânsito seria facilitado, pois as pessoas já sabem como se comportar naquele local, sem a necessidade de fiscalização mais intensa por parte dos órgãos de trânsito que poderiam concentrar seu trabalho em outros problemas ou ficar disponível para realizar outros serviços.

 





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