Educação - Chuva

CONDUÇÃO E CUIDADOS NA CHUVA

Você saí de sua casa para o trabalho ou para um viagem agradável com sua família ou amigos com o tempo ensolarado, fazendo aquele calor, quando de repente, no meio do caminho, começa aquele temporal, o carro fica instável, os vidros ficam embaçados, a pista esta alagada, do nada surge o engarrafamento...o que fazer?

Nos períodos de chuvas, alguns cuidados devem ser tomados pelo condutor, para que não venha a ter problemas na condução do veículo, vamos comentar alguns deles:

No momento que começa a chuva, deve o condutor aumentar a distância de segurança (lembre da regra dos 2 segundos) em relação a pista seca, pois numa freada mais forte, o veículo precisará de maior distância para parar; deve-se ligar o ventilador interno e direcioná-lo para os vidros, a fim de que não embacem (é melhor não deixar embaçar do que desembaçar depois). Se por ventura o veículo possuir ar-condicionado, deixe-o ligado por 3 minutos, assim que os vidros começarem a embaçar, mantendo dessa forma, a boa visibilidade. Evite desembaçar os vidros com a mão, use uma flanela ou pano limpo, se puder, deixe os vidros das portas dianteiras com uma pequena abertura para criar uma circulação de ar. Sempre que for lavar o carro, não esqueça de limpar as paletas do limpador (só com água) para retirar a sujeira e oleosidade que ficam nela, assim como, não use ou deixe cair produtos oleosos sobre o para- brisa, pois nos dias de chuva isso fará diferença, é recomendável que se troque as paletas do limpador a cada ano, mesmo que aparentemente estejam boas.

Quando desaguar aquele temporal ou quando a chuva ficar mais forte, e você perceber, em qualquer situação, que a visibilidade esta prejudicada, ascenda os faróis do veículo (é recomendável seu uso em qualquer tipo de chuva, inclusive o art.40, IV do CTB determina), você ficará mais visível para os outros condutores e pedestres, redobre a atenção nas laterais e retaguarda do veículo, usando os espelhos retrovisores. Não tenha vergonha em parar o veículo se a chuva estiver forte e você se ache sem condições de prosseguir, pare fora da pista e/ou em local seguro, que, de preferência, não tenha acumulo de água (depressão), se for necessário use o pisca- alerta (nunca em movimento).

Os primeiros 15 minutos de chuva, são primordiais para se evitar acidentes, isso porque, a pista (asfalto, pedra, concreto) normalmente se encontra suja de terra, óleo, areia, etc., quando começa a chover, toda essa sujeira se mistura ou emulciona com a água, tornando a pista escorregadia, pois se forma uma camada de lama ou de óleo sobre a água, onde o pneu do veículo, primeiramente, manterá contato, podendo o condutor, nesse momento, perder o controle do veículo, principalmente nas curvas e freadas mais fortes, onde fatalmente o pneu irá derrapar sobre a pista. 15 minutos, aproximadamente, é o tempo que a chuva leva para "lavar" a pista e diminuir esse efeito, logicamente, se a via não tiver locais apropriados para dar vazão a água (bocas de lobo ou bueiros, galerias, canais etc.) esse efeito tende a piorar, com o acúmulo da sujeira, portanto, nesse período, diminua a velocidade e redobre a atenção.

Quando se dirige por algumas dezenas de minutos ou horas em via seca, principalmente nas estradas, o condutor termina por se acostumar com uma forma de dirigibilidade, e, quando acontece de se estar guiando já ha algum tempo em via seca e começa a chuva, o condutor tende a manter a forma que estava guiando (principalmente a velocidade). Não espere que um "susto" faça com que você diminua a velocidade, ao começar a chuva, reduza a velocidade e a mantenha, até se adaptar e acostumar com a pista molhada, que requer uma forma de dirigibilidade diferente da de pista seca.

Normalmente, após os 15 minutos iniciais de chuva, na via que não possui uma boa vazão, começam a aparecer as poças de água e lama, se puder e com cuidado para não dar uma "fechada" em ninguém, desvie dessas poças, pois além do que já foi dito, elas podem estar escondendo buracos da pista que podem ocasionar a perda do controle da direção e prejuízos materiais (pneus, alinhamento, jante, junta homocinética, etc.).Outro fator dessas poças é a AQUAPLANAGEM ou HIDROPLANAGEM.

A estabilidade do veículo depende do contato dos seus pneus com o solo, a variação desse contato interfere diretamente na sua estabilidade, por isso, quando se aumenta a velocidade, o contato do pneu com o solo diminui, como consequência, a estabilidade do veículo será menor, e a partir dessa explicação, ficou claro o que acontece nos dias de chuva. A AQUAPLANAGEM se dá, quando uma camada de água fica entre o pneu e o solo, fazendo com que o pneu perca todo o contato com o solo, pois ele fica "flutuando" sobre a água e o condutor perca o controle da direção. A presença dos frisos e canaletas nos pneus, é justamente para remover a água e aumentar a área de contato do pneu com o solo. Um veículo a 80 Km/h em uma via com 2,5 mm de água, seus pneus terão que remover 5 litros de água por segundo, para que permaneça em contato com o solo. Como vimos, quanto menor a velocidade, mais contato do pneu com o solo, como consequência, quanto menor a velocidade ao se passar em poças d'agua, menor será o risco de acontecer a aquaplanagem e um acidente, e, a partir de agora, torna-se desnecessário o comentário sobre pneus lisos ou "carecas" (sem frisos e canaletas) e as suas consequências em dias de chuva.
Alagamento

fusca afogadoAlgumas vias após alguns minutos de chuva (algumas em pouquíssimos minutos) ficam alagadas, se você não conhece o lugar, evite querer atravessar, pois não terá noção da profundidade e seu veículo pode começar a boiar na água, cair em um buraco, entrar água no veículo (interior) ou interromper o motor e você ficar "ilhado", espere um veículo passar e olhe os lugares mais rasos e propícios para a "aventura".

Iniciando a "aventura" engate a 1ª marcha, mantenha a aceleração constante e pouco maior que a normal, ande bem devagar e, a depender do volume da água, vá em "meia embreagem" controlando a velocidade, e se perceber que a saída do escapamento esta submerso (som de bolhas), não desacelere, mesmo que tenha que parar o veículo, para isso: 1- use o freio de mão; 2- use o pé esquerdo para frear (rapidamente pise na embreagem, coloque o câmbio em ponto morto e com o pé esquerdo pise no pedal do freio, sua velocidade deve estar pouca, lembra?); 3- pise na embreagem e continue acelerando, a resistência oferecida pela água irá parar o veículo.

Evite passar ao lado de veículos maiores e altos como ônibus e caminhões, as ondas formadas por eles podem fazer seu veículo boiar por alguns instantes ou jogá-lo em outra direção, até mesmo contra outro veículo, muro ou paredes. Se você esta no carro empurradointerior de um veículo quebrado no meio da água, fique de olho no nível da água e ao perceber que o nível esta subindo, abandone o veículo e procure um lugar seguro até que o nível da água baixe e a pista fique seca ou com volume pequeno, principalmente se for em lugar de depressão.

Tendo que subir uma ladeira íngreme, partindo de uma posição estática ou de pequena velocidade (até 20 km/h), engate a 1ª marcha, acelere suavemente apenas para por o veículo em movimento e o suficiente para subir a ladeira e continue assim até o final, não acelere mais (mais rotação e giro) pois assim, a roda gira em falso (principalmente se a tração for dianteira) e o veículo não sairá do lugar. Estando com o veículo parado em um ladeira, engarrafamento por exemplo, mantenha o freio de mão acionado, engate a 1ª marcha, proceda como descrito acima até sentir o carro "querer se movimentar", nessa mesma aceleração, solte o freio de mão e deixe o carro se movimentar sem acelerar mais. O veículo descendo de ré ao ser freado, tende a travar as rodas dianteiras e percorrer alguns metros dessa forma, portanto, se precisar fazer essa manobra, não deixe o veículo pegar velocidade, puxe alguns "dentes" (cada estalo é um dente) do freio de mão para fazer com que a roda não gire livremente antes de iniciar a descida ou em situação de emergência.

Faça o teste

A maneira mais simples de verificar se o pneu ainda está em condições de uso é realizar o teste do palito. Basta introduzir um palito de fósforo deitado nos sulcos (ranhuras da banda de rodagem que servem para escoar a água) do pneu. Se o palito não ficar totalmente coberto é sinal que o pneu está gasto e com sua aderência comprometida. O ideal é providenciar sua substituição assim que possível.

LEMBRETES:
1) Quem não quiser correr riscos deve fugir das derrapadas procurando uma oficina especializada e verificando as condições dos pneus, rodas, freios amortecedores e suspensões

2) Todo período de chuva acontece a mesma coisa. Não é difícil trafegar por alguns pontos da cidade e constatar a máxima do sábio ditado popular choveu, bateu. A prática da direção defensiva, adotando algumas medidas de segurança, é a melhor maneira do motorista segurar o carro na pista molhada e evitar grande parte dos acidentes propícios nesta época do ano.

3) Ao notar as primeiras gotas no pára-brisa fique atento e acione o esguincho. Isso além de limpar o vidro, ajuda a verificar se as palhetas dos limpadores estão em bom estado.

4) Ao dirigir sob chuva, diminua a velocidade, redobre a atenção e tome cuidado nas curvas. Mantenha pelo menos uma distância de cinco metros entre o veículo que vai à frente dirigindo a uma velocidade média de 60 km/h. Sem realizar movimentos bruscos procure desviar das poças d'água, pois elas podem esconder prováveis buracos que danificam, principalmente os pneus, as rodas e a suspensão dos veículos.

5) Fique atento. Mesmo que não chova durante muito tempo, basta uma simples garoa para que em poucos minutos a água misturada à poeira, aos restos de borracha e outros resíduos como o óleo dos ônibus e caminhões, deixem o asfalto escorregadio como sabão. Nessas condições o risco de derrapagens em freadas bruscas e pequenas colisões no trânsito é ainda maior.

6) A visibilidade também é bastante prejudicada com a chuva. Se o tempo fechar ou começar a chover forte, ligue as lanternas (faroletes). Com isso, os outros motoristas têm mais facilidade de enxergar seu carro no meio do spray d'água. O embaçamento dos vidros é outro problema enfrentado pelos motoristas. Para melhorar a visibilidade, feche todos os vidros, ligue o ar-condicionado e acione o desembaçador elétrico traseiro. Se possível, utilize o sistema de ventilação aquecida. No entanto, se o carro for um modelo popular onde esses equipamentos estão ausentes, a saída é abrir um pouco os vidros laterais e usar uma flanela.

7) Tenha paciência, principalmente nos horários de pico, pois com a chuva os congestionamentos tornam-se inevitáveis. Em caso de algum compromisso procure sair mais cedo de casa. Segundo pesquisas, em dias chuvosos, um percurso de 15 minutos, por exemplo, chega a demorar até o triplo do tempo.





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